|
|
Comments:
:: Segunda-feira, Julho 06, 2009 ::
Olá pessoal. Volto ao Blogger ASCOM. Enfim, consegui novamente o controle da minha conta. Vamos volta à interação e transformar este espaço em um ponto de discussão de Assessoria de Comunicação. Em tempo, me sigam no Twitter: @marcioferreira
:: Marcio Ferreira 9:21 AM [+] ::
...
Comments:
:: Quarta-feira, Junho 07, 2006 ::
Assessor ganha na Justiça direito de receber horas extras - Fonte:Consultor Jurídico - Um assessor de imprensa do Rio Grande do Sul ganhou na Justiça o direito a receber as horas extras referentes a quatro anos de trabalho na Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE). O entendimento da 5ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho é que o jornalista tem jornada de cinco horas diárias em qualquer lugar em que trabalhe. A empresa tentou reverter a condenação, mas não conseguiu. Segundo informações contidas no processo, o profissional trabalhou sempre oito horas diárias, de 1973 a 1996. Em 92, ele assumiu como jornalista profissional na assessoria de comunicação da empresa e sua jornada de trabalho não foi alterada, o que vai contra o artigo 303 da CLT, que diz que todo jornalista deve cumprir cinco horas por dia.
:: Marcio Ferreira 8:24 AM [+] ::
...
Comments:
:: Sexta-feira, Dezembro 16, 2005 ::
O texto abaixo não tem nada a ver com Assessoria de Comunicação. É um libelo do meu amigo Alexandre Ramos, e foi incluído numa coletânea da ABL, com o tema "A Palavra na Era da Imagem". Apreceiem...
Replicantes em Gotham City
Alexandre "Xambinho" Ramos da Silva
1. Um homem comum, e preocupado.
O tema da clonagem vem sendo debatido cada vez mais intensamente por juristas e filósofos, médicos e biólogos, governantes e legisladores. Não possuo nenhum título, acadêmico ou outro, nem qualquer representatividade que me habilitem a dirigir-me a esse público. E que seja este, então, o meu título: um homem comum, falando apenas em seu próprio nome, perplexo com aquilo que mal compreende do que lê nos jornais.
À minha moda, meio trôpega, vou reproduzir aqui, com outro arranjo, o que já tive oportunidade em ocasiões anteriores de refletir junto a um público específico ¾ a saber leigos e religiosos católicos ¾ , mas numa linha de argumentação que, espero, fiéis de outras religiões e mesmo pessoas sem religião possam incorporar como uma modesta contribuição às suas próprias reflexões sobre a espécie mais ameaçada de nossos dias: a humana. E ameaçada, perversamente, justamente ali onde é mais frágil: o ventre materno, a doença, a velhice e o cativeiro. Aborto, manipulação genética, eutanásia e pena de morte, sob o paradoxal discurso dos famosos "direitos humanos", constituem aquilo que, numa expressão também paradoxal, João Paulo II já chamou de "cultura da morte" [1].
Os aspectos técnicos e jurídicos da clonagem me escapam por completo, e se aqui vou expor principalmente meus receios e temores, isso não se deve à uma atitude obscurantista, como a do terrorismo verde que é contra a civilização e o desenvolvimento, mas antes bem o contrário: a engenharia genética, como qualquer outra ferramenta, é moralmente neutra. É sobre o uso que se fizer dela que pode incidir um juízo moral. Suas possibilidades para a cura e prevenção de doenças e para a produção de alimentos e matérias-primas são fantásticas demais para serem desprezadas, mas os perigos potenciais para a homem e a natureza são enormes, talvez até maiores que os benefícios, e tendem a ser minimizados, por um lado, pela gritaria histérica que acaba obtendo exatamente o resultado oposto ao que pretende; e, por outro, pelo desejo de poder e dinheiro amparado por aquilo que só posso chamar de pura animalidade de nossos dias, que transfere para o corpo, na forma de beleza, saúde e prolongamento da vida todo o sentido da existência humana.
2. A ecologia.
Se, por um lado, em relativamente pouco tempo será possível uma grande produção de alimentos a baixo custo, por outro milhões de camponeses serão arrancados de suas terras numa perturbação social de porte jamais visto na história. Ao mesmo tempo, é impossível prever e mais ainda controlar o impacto de vírus, bactérias, plantas e animais transgênicos, que se recombinariam de diversos e imprevistos modos na biosfera, com um efeito não muito diferente, em algumas situações, de uma aplicação deliberadamente militar de armas biológicas.
Animais programados geneticamente poderão constituir verdadeiras "fábricas" de substâncias químicas e fármacos para uso humano. Mais do que programação, a replicação e a recombinação de genes podem até mesmo criar espécies híbridas ou mesmo inteiramente novas, e não está excluído um híbrido animal/humano desenvolvido com vistas a testes de medicamentos ou "doação" de órgãos. O homem reduzido a um almoxarifado de peças de reposição, num mundo bio-industrial em que a vida selvagem será substituída por animais e plantas transgênicos: é para isso que os legítimos herdeiros e sucessores de Josef Mengele trabalham.
3. O homem.
A mesma técnica que permite prevenir doenças é a que concede a pais (e antes e mais do que a eles a governos e empresas) a possibilidade de planejar e definir não apenas traços físicos mas talvez inclusive psíquicos, alterando profundamente a noção de paternidade e inaugurando uma sociedade eugenésica. Nessa mesma linha, Jeremy Rifkin, presidente da "Foundation on Economic Trends" (Washington, EUA), diz em El siglo de la biotecnologia [2] que "escolas, empresas, companhias de seguro e governos poderão usar informações genéticas para determinar o curso da educação de uma pessoa e suas perspectivas de emprego e salário. Surgiria uma nova forma de discriminação, baseada no perfil genético, transformando nossas noções de sociabilidade e eqüidade. A meritocracia daria lugar à genetocracia, onde indivíduos, grupos étnicos e raças seriam classificados e restringidos, cada vez mais, segundo seu genótipo, estabelecendo em todo o mundo um sistema informal de castas biológicas" [3].
4. Patentear a vida?
A tecnologia genética pode e deve ser utilizada para produzir certos medicamentos que, pelas técnicas atualmente disponíveis, só poderiam ser obtidos em pequena escala e com alto custo. Entretanto, se é justo que alguém que cria algo novo tire proveito econômico disso, esse princípio não pode ser transferido para o domínio da vida humana: o homem não inventa, muito menos cria células, tecidos e órgãos. Métodos e processos certamente são suscetíveis de serem patenteados, mas seres vivos e suas partes, não.
Cientistas como Lev Kiselev, da Academia Russa de Ciências, consideram aceitável a eliminação de animais após os experimentos, mas entendem também que é inadmissível fazer o mesmo com seres humanos, o que acabaria se tornando inevitável com a clonagem. De maneira ainda mais contundente, D. Elio Sgreccia, vice-presidente da Pontifícia Academia Pró-Vida, já declarou que "pessoas não podem ser tratadas como animais de laboratório. O valor de um homem não é igual ao de um rato".
5. Pensando um pouco sobre ética.
Até aqui, mesmo com uma ou outra referência a autoridades católicas, argumentei em termos aceitáveis a qualquer um. Agora gostaria de tentar apontar aqueles que me parecem os limites mais evidentes de uma ética "leiga", de uma ética que se remete tão-somente a si mesma, e farei isso comentando o admirável debate entre o cardeal de Milão, o jesuíta, biblista e papabile Carlo Maria Martini e o semiólogo Umberto Eco, reunido nas páginas de Em que crêem os que não crêem? [4].
A questão central do debate deriva de uma pergunta do cardeal Martini, que quer saber "em que se baseia a atitude moral e a visão de mundo de quem não se refere a princípios metafísicos ou a imperativos categóricos universalmente válidos". Eco procura, então, viabilizar uma ética "natural", ou "leiga", baseada na consciência da importância do outro e no fato de que o conceito de "lei"[5], indispensável à civilização e presente de várias maneiras nas culturas mais rudimentares, consiste essencialmente na regulamentação das relações interpessoais.
Ora, mesmo a própria ética "sobrenatural", ou "religiosa", sempre encarnada em circunstâncias culturais, sócio-políticas e econômicas bem determinadas, já nos deixa perplexos: os muçulmanos são perseguidos e exterminados na Sérvia, e, por sua vez, perseguem e exterminam os cristãos na Indonésia, sendo que estes lutam entre si na Irlanda.
Paralelamente à concepção aristotélica do homem como "animal político", isto é, como naturalmente social e sociável, a experiência cotidiana nos ensina que 1) inveja, ódio e ciúme constituem um componente indissociável da natureza humana e 2) ao contrário do que acontece com animais gregários, o homem distingue entre bem individual e bem social ¿, de modo que, de certa forma, é possível afirmar que não existe uma ética "natural" para quem defende aquilo que o cardeal Joseph Ratzinger qualifica de "cinismo da autocriação total do homem". Para estes, o homem é tão somente fruto de si mesmo, da cultura que produz e da qual é, ele próprio, produto. Há aqui um beco sem saída.
Por outro lado, é perfeitamente possível falar em uma ética natural a partir do estatuto ontológico do homem, estabelecido por Deus, e que, muitíssimo ao contrário do que queria Nietzche, nos dá plena liberdade, dentro dos limites do próprio ser humano, cuja recusa não pode acontecer senão num quadro de infantilismo ou outra psicopatologia grave.
Apesar de todo o aparato de nada menos que uma teofania para envolver a "outorga" dos Dez Mandamentos ao povo de Israel, creio que todos vamos convir que ali está uma ética universalmente válida, inscrita no coração de cada pessoa que vem ao mundo, e que não precisou ser "culturalmente elaborada": basta nascer humano para reconhecer aqueles valores, por eventualmente diferentes que possam ser suas expressões.
Em tudo e por tudo um dos maiores humanistas de nosso tempo, Eco encontra o limite (e a insuficiência) de seu pensamento ao dizer que "a dimensão ética surge quando o outro entra em cena". Porque o outro não é, de modo algum, um "imperativo categórico absoluto". Ou seja, o outro não é, por si só, uma alteridade diante da qual me detenho espontaneamente. Posso fazer isso, posso ser educado para isso, posso até ser coagido a isso por um aparato jurídico-policial que regule as relações entre os indivíduos numa determinada sociedade. Mas não sou, absolutamente, obrigado a isso.
Umberto Eco entende que a intolerância, entendida como o medo do diferente, tem origens biológicas, e pode ser superada mediante a educação para a convivência. Mas nem as abordagens isoladas ¿ que descambam fatalmente para o reducionismo ¿ nem os complexos multidisciplinares ou "holísticos" obtiveram êxito em, sequer no plano teórico, equacionar no homem o mistério do mal.
Porque um problema é passível de equacionamento e resolução, mas um mistério, não. O mistério está, pelo menos em grande parte, para além da descrição racional, mesmo metafísica. Ou, melhor, mesmo quando pode ser descrito, dificilmente será explicado de modo satisfatório e exaustivo. Auschwitz, por exemplo, é um fato histórico [6] e, como tal, suscetível de várias abordagens; mas, é possível explicar Auschwitz?
Contra os portões de Auschwitz se esfacelam todas as éticas, "naturais" ou "leigas", todas as leis e todas as veleidades de "humanismo". Estamos, pura e simplesmente, diante do mistério do mal. Definitivamente, não é possível "preservar a ética num mundo sem Deus".
6. O ponto de vista é a vista de um ponto
O físico Marcelo Gleiser diz que, "quando se investigam as origens do universo, quanto mais se regride no tempo menos as atuais teorias dão conta de explicar a coisa, e vão se reduzindo a hipóteses cada vez mais hesitantes, por engenhosas que sejam" [7]. Ele chega a afirmar que, mesmo que um dia tenhamos uma teoria física da origem do universo, nem assim será explicado o mistério da Criação, porque, afinal, de onde terão vindo as leis e conceitos que constituem a teoria? Para ele, "a melhor atitude em relação ao mistério da Criação é a de complementaridade. A ciência oferece um relato, a religião, outros (vários). É importante aceitar que ambos têm limitações, o que não tira em nada sua beleza e importância".
Só para esclarecer, acrescento que o que ele chama de "limitação" da noção religiosa da criação do universo por Deus se refere à sua forma literária. O relato do Gênesis, por exemplo, pretende ensinar que Deus criou tudo o que existe, e a partir do nada, mas não se trata ali de dizer como exatamente a coisa aconteceu. Essa é a atitude de um cientista que conhece os limites de sua ciência, e mantém a mente aberta. Outros já não são bem assim.
Ao constatar que os seres humanos têm cerca de 30.000 genes, bem menos do que se supunha, Francis Collins, coordenador do Projeto Genoma Humano, declarou que isso "é uma facada no orgulho da nossa espécie. Como podemos continuar de cabeça erguida sabendo que temos apenas uns poucos genes a mais do que um verme"? [8] E o médico Drauzio Varella continua no mesmo tom: "O Homo sapiens é simplesmente uma entre milhões de espécies. Não fizemos nenhuma falta à vida na Terra durante praticamente toda a existência dela e, se um dia formos extintos, nenhuma barata, cigarra ou besouro chorará a nossa ausência" [9].
Não creio mesmo que uma barata possa chorar seja lá pelo que for. O que não quer dizer que desconsidero totalmente a barata. Baratas não estupram, não escravizam, não torturam, não matam por dinheiro. Franz Kafka tem aquela história do sujeito que um dia acordou transformado em barata (acho que na verdade um inseto não especificado, cito de memória), mas espero que isso não me aconteça. Apesar dos pesares, prefiro continuar pertencendo à espécie que conhece o amor (e ao qual o ódio dá ainda mais valor), as sinfonias de Beethoven, o prazer de andar de mãos dadas numa praia à tarde; uma espécie que produziu Francisco de Assis e Teresa de Calcutá, que ergueu a basílica de São Pedro e que é capaz de olhar para o universo e dizer que "os céus proclamam a glória do Senhor, e o firmamento a obra de Suas mãos" ¿ coisas que barata alguma jamais fará.
7. Para o fim, um filme
Gosto muito de cinema, e gosto muito de histórias em quadrinhos. Portanto é sempre com certa apreensão que vou assistir à transposição para a tela dos meus gibis preferidos. Vejam o caso do Batman, por exemplo. Vilões até bons, especialmente Jack Nicholson como o Coringa e Dany De Vito como o Pingüim. Mas Michael Keaton, Val Kilmer e George Clooney como o Cruzado de Capa, francamente... Por outro lado, a adaptação de X-Men dirigida por Bryan Singer superou as expectativas. Patrick Stewart como o Professor Xavier e Ian McKellen como Magneto deram o necessário peso aos personagens, e Hugh Jackman fez o Wolverine que todos os fãs gostaríamos de ver.
X-Men começa com uma bom "gancho": Magneto, ainda menino, exerce sem controle seu poder quando é separado dos pais na entrada de um campo de concentração nazista. Judeu e mutante, carregará pelo resto da vida, juntamente com esse duplo estigma, uma amargura que o fará voltar-se contra os humanos "normais", sendo sempre detido por Xavier, este por sua vez também mutante e superdotado, mas preso a uma cadeira de rodas (aqui também um duplo estigma). Respeitando as pretensões do filme, que vão pouco além do desejo de divertir, temos ali mais uma parábola do medo e do ódio que o diferente provoca. Ontem, os judeus ¿ e com eles quaisquer etnias, religiões e culturas diferentes da nossa ¿; num presente hipotético, os mutantes. Não falta o político demagogo que pretende se aproveitar das desconfianças e ressentimentos mútuos, nem os cientistas nazistas que desejam "aperfeiçoar" ainda mais um mutante, com vistas a finalidades militares.
Falando em cientistas nazistas, todos conhecemos os casos daqueles que trabalhavam com foguetes ou com energia nuclear e, levados para os Estados Unidos ou para a extinta União Soviética incrementaram os programas espaciais e nucleares daqueles países. Mas não vejo motivo algum para que outros cientistas, trabalhando em linhas de "pesquisa" semelhantes às de Josef Mengele, também não tenham sido convidados, de modo muito discreto e persuasivo, a continuar seus estudos a serviço das CIAs e KGBs da vida. Como a realidade freqüentemente tem deixado no chinelo os mais hábeis ficcionistas, como aliás o provam acontecimentos recentíssimos, não acredito que essa hipótese seja muito delirante.
Mas a engenharia genética está nos abrindo as portas para que mais uma tremenda discriminação se acrescente ao nosso já vasto repertório: depois de odiar o diferente, teremos agora a oportunidade de odiar e, com muito mais razão e intensidade, de sermos odiados pelo igual.
O conhecimento começa pela percepção de que eu sou eu, de que não me confundo com o mundo que me cerca. Posso até constituir uma nota que, somada a outras, vai formar um acorde na grande sinfonia cósmica, como quer um belo personagem de Isaias Pessotti. Posso ser "holístico" até enjoar, mas eu sou eu. Como diz Romano Guardini, "não posso explicar como sou eu-mesmo; não posso entender por que eu deva ser isto ou aquilo; não posso explicar minha existência por leis naturais ou históricas, porque não sou uma necessidade, mas um fato". O próprio Deus, por sinal, quando instado por Moisés a apresentar seus documentos, não teve nada melhor para dizer do que "Eu Sou Quem Eu Sou".
Não me chamo Jorge Luis Borges, e sinto no máximo uma compaixão permeada de ironia por aquele que o espelho me apresenta todos os dias. Mas sei que eu jamais seria capaz de suportar o ódio de alguém que, me olhando com meu próprio rosto, de dentro dos meus próprios olhos, me acusasse de lhe ter roubado o direito sagrado e inalienável de ter pais, de ter um patrimônio genético normal, o direito sagrado e inalienável que interesse algum, que lei alguma pode subtrair a alguém: o direito da alteridade, o direito de ser outro, o direito que me confere a imagem e semelhança com Deus, e que me fará repetir diante do trono do Altíssimo, quando chamado a prestar contas dos meus atos, a tremenda expressão usada por Ele mesmo: "Eu Sou Quem Eu Sou".
Notas
[1] E o que provoca o ódio ao papa por parte de cientistas, artistas, jornalistas, intelectuais e outros bem-pensantes são afirmações como esta: "Não hesito em proclamar diante de vós e diante do mundo que toda a vida humana, desde o momento da concepção e em todos os estágios subseqüentes, é sagrada, porque é criada à imagem e semelhança de Deus. Nada ultrapassa a grandeza ou a dignidade de uma pessoa humana. A vida humana não é apenas uma idéia ou abstração: é a realidade concreta de um ser que vive, que age, que cresce e se desenvolve; de um ser que é capaz de amar e de servir à humanidade" (João Paulo II, homilia em Washington, EUA, 1979).
[2] Ed. Crítica, Barcelona, 1999.
[3] Já Dostoiévski, em seu Diário de um escritor, previa que "os pregadores do materialismo e do ateísmo, que proclamam a auto-suficiência do homem, estão preparando indescritíveis trevas e horrores para a humanidade sob pretexto de renovação e ressurreição".
[4] Ed. Record, Rio de Janeiro, 2000.
[5] O que já rende outra discussão: nem sempre as leis são justas, ou morais, e da mesma forma a opinião da maioria. Exemplifico: legalizar o aborto, ou a supremacia de uma raça sobre as demais, é suficiente para que aceitemos essas coisas? É possível identificar, sem mais, o legal com o justo, ou com o moral?
[6] Assim como outros que o próprio Eco relaciona ¿ o massacre dos inocentes, os cristãos no circo, a noite de São Bartolomeu, a fogueira para os hereges, os campos de extermínio, a censura, as crianças nas minas, os estupros na Bósnia ¿, e aos quais aplico o mesmo raciocínio.
[7] Jornal "Folha de S. Paulo" (caderno "Mais"), 18/2/2001.
[8] Revista "Veja", 21/2/2001.
[9] Jornal "Folha de S. Paulo" (caderno "Ilustrada"), 24/2/2001.
:: Marcio Ferreira 10:28 AM [+] ::
...
Comments:
:: Quarta-feira, Setembro 28, 2005 ::
***Ecos do XV Enjac - Assessores de comunicação reafirmam necessidade da luta pelo CFJ e diploma
A continuidade da luta pelo Conselho Federal dos Jornalistas, a busca de uma Convenção Coletiva Nacional para o segmento e a inclusão da disciplina de assessoria de imprensa nos cursos de Jornalismo foram algumas das resoluções do XV ENJAC. Realizado no RJ de 22 a 24 de setembro, o evento teve cerca de 350 participantes. Foi aprovada a Carta do Rio de Janeiro e definido que Fortaleza sediará o XVI ENJAC.
A exigência do diploma como requisito para o exercício da profissão e a manutenção da luta pela criação do Conselho Federal de Jornalistas foram alguns dos temas que dominaram os debates. A valorização da profissão e a inclusão da disciplina de Assessoria de Comunicação ¿ em caráter obrigatório ¿ no currículo universitário também mereceram destaque. Além disso, foram discutidas diversas questões ligadas ao cotidiano do setor.
O plenário do XV ENJAC, por unanimidade, autorizou a Executiva e o departamento de Mobilização e Assessoria de Imprensa da FENAJ a iniciarem conversações com o Sindicato Nacional das Empresas de Comunicação Social (Sinco). A proposta é de que se busque a celebração de uma Convenção Coletiva de Trabalho nacional para o segmento de assessoria de imprensa. Veja, a seguir, a íntegra do documento final do XV ENJAC.
CARTA DO RIO DE JANEIRO
Os jornalistas brasileiros trabalhadores em assessoria de comunicação, reunidos em seu XV Encontro Nacional, realizado no Rio de Janeiro no período de 22 a 24 de setembro de 2005, vêm de público manifestar seu engajamento na luta pela criação do Conselho Federal dos Jornalistas, que tem à frente a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ).
Entendemos que a criação do CFJ representará um significativo passo na defesa da nossa profissão, cuja regulamentação vem sendo constantemente atacada, seja pelos donos da mídia, seja pelos grupos políticos que temem perder o controle da informação.
Da mesma forma, defendemos a formação específica e exigimos mais qualidade nos cursos de graduação em Jornalismo. A exigência do diploma e a regulamentação da profissão se fazem necessárias para garantir à sociedade uma informação ética, isenta e responsável. É contra esse desejo da categoria que se insurgem muitos dos que combatem a criação do Conselho Federal dos Jornalistas. Por essas razões, os jornalistas em assessoria de comunicação encontram-se engajados na Campanha Nacional pela Valorização da Profissão de Jornalista.
Falar em valorização da profissão de jornalistas significa, também, valorizar o segmento de jornalismo em assessoria de comunicação ¿ que hoje já representa a maioria dos postos de trabalho no País. É público e notório que nossa atuação profissional em assessorias de imprensa ¿ função que é privativa de jornalistas ¿ garante a definição de políticas de comunicação e a conseqüente produção de informações de qualidade, além do desenvolvimento de um trabalho mais eficiente, seja com os veículos de comunicação, seja com o público interno ou mesmo com a sociedade.
Na busca pela constante capacitação profissional, defendemos que, entre outras melhorias, os cursos de Jornalismo tenham a cadeira de Assessoria de Comunicação como disciplina obrigatória, que agregue ferramentas e elementos relacionados com as novas tecnologias e que tenha interação com a prática do mercado.
A prática constante do exercício da profissão com ética é fator fundamental para o fortalecimento do segmento de Assessoria de Comunicação. Por isso mesmo, vamos dar início a uma ampla campanha pelo cumprimento de todos os preceitos do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros.
Não poderíamos ficar sem nos manifestar sobre a situação política brasileira. Os jornalistas em assessoria de comunicação exigem a apuração rigorosa de todas as denúncias de corrupção e a punição de todos os envolvidos. Assim como se manifestam pela instalação de um ambiente ético no mundo dos negócios e da política, historicamente comprometido pelos interesses privados em detrimento do interesse público.
Rio de Janeiro, 24 de setembro de 2005.
:: Marcio Ferreira 12:57 PM [+] ::
...
Comments:
:: Quarta-feira, Setembro 21, 2005 ::
***Abaixo o fundamentalismo corporativista
Boanerges Lopes (*)
Os "revolucionários" de botequim estão de volta. Bradando contra os arautos do caos, enxotando as aves de mau agouro e combatendo os espertos ou acomodados do "me engana que eu gosto", apresentamos nossas "bandeiras de luta" e logo iniciamos aquele papo descontraído, regado a um bom vinho, numa das noites frias deste finalzinho de inverno no interior de Minas. Na verdade, falávamos, como sempre, sobre nossas angústias a respeito da profissão: mercado, formação etc. Conversa vai, conversa vem... E aí, o inevitável: têm visitado o Observatório e o Comunique-se?
Diante da negativa, disse a ele: "Voltaram a tocar no tema". Pausa. Goles demorados. Necessários para saborear, suficientes para divagações. Veio à mente o conselho de um grande amigo, também em conversa recente num grande evento da área, no Rio. Profissional atuante e acadêmico reconhecido me chamou num canto e disse: quando tocarem no assunto mantenha silêncio retumbante. Fiquei meio assim, será que o cara surtou? Mas ele se manteve firme e foi taxativo: "Isso sim é um protesto. Considere mais uma entre tantas tentativas de trazer à tona uma arcaica e reles disputa artificial. Afinal de contas ¿ argumentou ele ¿ o mundo real está muito à frente de todo este nhenhenhém que se arrasta desde o fim dos anos 60".
Silêncio, jamais!
Lembrei logo em seguida do que costuma dizer um dos meus gurus: essa disputa é do tipo Palmeiras x Corinthians ou Vasco x Flamengo. O melhor é reservar um camarote e curtir. As gargalhadas vieram naturalmente quando lembrei aquele trecho do seu texto publicado na coletânea Jornalismo e Relações Públicas: ação e reação: não contem comigo para apartar esta briga. É uma questão de genética. Pausa interrompida e olhares ao redor espantados. Provavelmente é o efeito dos "copos derrubados" em excesso ¿ devem estar pensando.
Voltei à realidade com a prosa mineira do amigo ali ao lado em torno do "causo": dizia ele que a peleja ¿ ou o que resta dela ¿ deveria na verdade transformar-se num trabalho parecido com a tradição de gente simples que reúne amigos nos domingos para "bater a laje" na casa de um deles. Ninguém ali vai discutir se a função é dele ou do outro. Resumindo: um belo e competente mutirão.
Cá com meus botões, meditei, ponderei e decidi: silêncio, jamais! Preciso escrever algo, por mais simples que seja. Não vou ratificar o dito popular de que quem cala consente. Imediatamente ergui o brinde às "nossas bandeiras" e contra os incautos: abaixo o fundamentalismo corporativista! Como diz a voz da experiência, o atual perfil do mercado, bem como as suas tendências, resultam do caminhar construído pelos mecanismos culturais dos processos, não pelo balizamento regulador de decretos e portarias. Além disso, uma das pérolas do dicionário do óbvio e ululante garante: dentro do Direito a uniformidade não é a característica marcante. A própria lei é imperfeita e sofre influências de indivíduos e das conjunturas. E a dinâmica da vida e da sociedade acaba por solapar conceitos outrora inquestionáveis.
Tocar em frente
Palmas tímidas. Talvez por pena daquelas pobres almas entregues a Baco. Ou por não entenderem lhufas do que tratávamos, mas como a cordialidade brasileira tem uma velha tradição...
Devido ao adiantado da hora, nos entreolhamos e se pudéssemos expressar verbalmente o que estávamos pensando não tenho dúvida da construção da frase: vade retro para essas recaídas momentâneas e localizadas. Botamos o pé na estrada e fui arriscar o término do texto em casa, pensando que se diante de uma situação séria, mas enfadonha por conta de determinadas abordagens, ia pegar bem, alguns toques de humor.
Resolvi arriscar. Afinal, estamos no mês da morte do Stanislaw. Posso ser perdoado. Pelo menos por ele, lá dos céus. Assumo os riscos. Não pertenço mais aos sindicatos. Mas mantenho o alerta ligado, pois está na hora definitivamente de queimar glias só com reflexões que valham a pena. Ainda bem que já deixei os 43 para o passado. Da junção do pitagórico (quatro) com o divino (três), não poderia dar outra coisa: um pesadelo no sono de muitos coleguinhas, donos de assessorias. O que fazer? Tocar em frente que a vida tem seus percalços. E, como diz o antigo provérbio: hoje um, amanhã dois, outro dia três ou quatro enchem o saco. Com gatos pingados. Que alívio!
(*) Jornalista, escritor e professor da UFJF, mestre pela Umesp, doutor em Comunicação pela UFRJ e conselheiro do FNPJ
:: Marcio Ferreira 5:37 PM [+] ::
...
Comments:
Na reunião realizada semana passada, a Coordenação Nacional em Defesa da Formação Superior Específica e da Regulamentação Profissional do Jornalista,
da qual faz parte o Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ), analisou, detidamente, a demora de quase quatro anos do julgamento do
recurso da FENAJ e do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, contra a decisão da juíza Carla Rister, que derrubou a obrigatoriedade da formação
superior para o registro de jornalista e conseqüente exercício profissional. Como já havíamos informado, essa decisão estava prevista para o mês de
agosto e, até o momento, o silêncio foi a única resposta. Por entender que essa demora vem suscitando dezenas de registros precários
em todos os Estados. E, ainda, que as sucessivas postergações, somente reforçam, na prática, a desregulamentação da profissão, deixando a categoria
de mãos atadas, em relação a outras providências, decidiu-se por nova série de ações, para pressionar o juiz Manuel Álvares a se pronunciar na condição
de relator. Entende-se que o envio de fonogramas e e-mails, tanto individuais como de entidades, ou de instituições acadêmicas, pode ser um interessante reforço
nessa luta pela qualidade técnica e ética, assim como pela democratização da comunicação em nosso país. Sugeriu-se, portanto, um texto direto, no caso de ser pessoal, ou adaptado, caso seja de entidade ou instituição:
"Manifesto preocupação pela demora no julgamento do recurso da FENAJ e do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo sobre a obrigatoriedade do diploma".
É claro que o estilo e a imaginação de cada um podem variar, desde que mantenhamos o padrão formal e respeitoso, como exigem manifestações dessa
natureza. Os endereços:
TRF 3a. Região
Juiz Federal Convocado Dr. Manoel Álvares
Av. Paulista, 1842 - 18 and.
Cerqueira César CEP 01310-923 - SÃo Paulo SP
E-mail: demarque@trf3.gov.br
:: Marcio Ferreira 5:36 PM [+] ::
...
Comments:
:: Terça-feira, Setembro 13, 2005 ::
***Conferência internacional da ABERJE debate rumos da comunicação interna
Os novos caminhos da comunicação interna excelente será tema da conferência internacional que trará ao Brasil dois especialistas em comunicação empresarial mundial, T. J. Larkin e Abraham Nosnik. Eles debaterão o papel da comunicação com as novas tecnologias, com os meios tradicionais e no face a face, assim como os métodos de mensuração e avaliação da comunicação interna.
Larkin é consultor e autor do livro Communicating Change: Winning Employee Suport for New Business Goals. Sua consultoria, a Larkin Communication Consulting, atuou para mais de 20 companhias globais, incluindo DaimlerChrysler, AT&T e Bank of América. Nosnik é doutor em comunicação social pelo Institute for Mass Communication Research da Stanford University (Estados Unidos), professor pesquisador do Centro de Alta Dirección en Economia y Negócios e pesquisador associado do Centro de Investigación para la comunicación aplicada da Universidad Anáhuac (México).
A conferência contará ainda com a participação de especialistas brasileiros, como o prof. Mitsuru Yanaze (ECA/USP), Fernando Ribeiro (instituto de pesquisa Razões & Motivos), Cristina Mello (Cia. Vale do Rio Doce), Margarida Krohling Kunsch (ECA/USP), Carlos Parente (Avon) e Renato Gasparetto (Telefônica), Marcio Polidoro (Odebrecht) e Marco Piquini (Fiat), entre outros. Também haverá o lançamento da segunda edição da revista Organicom.
O evento acontecerá no dia 21 de outubro, no Hotel Jaraguá, em São Paulo.
:: Marcio Ferreira 7:59 AM [+] ::
...
Comments:
:: Segunda-feira, Setembro 05, 2005 ::
LA BÜNDCHEN & MÍDIA
Márcio Ferreira
"O furacão La Bündchen, quem diria, explica a mídia espontânea"
"Uma das maiores brigas das Assessorias de Comunicação, no composto do relacionamento com a Imprensa, é a conquista, em maior quantidade, do que foi convencionado se chamar de ¿Mídia Espontânea¿. Por isso o envio de tantos e-mails, faxes, os telefonemas e os malditos follow-ups. Vale tudo desde a composição do release até a publicação de, pelo menos, uma notinha, uma linha, uma pequena citação em um texto sobre nosso cliente, assessorado, etc.
Porém, na semana passada, durante a São Paulo Fashion Week, os coleguinhas de Assessoria que leram a matéria assinada por Marta Barcellos - Valor Econômico/Rio, página B3 de 3/07/2003 - devem ter se rasgado ao saberem que a modelo Gisele Büdchen, que cobrou um cachê de R$ 90 mil para desfilar sua beleza magrela na passarela, gerou, nada menos que, R$ 100 milhões de mídia espontânea. Porém, apesar das curvas - ela tem isso? - de Gisele, o dado mais importante apurado pela jornalista foi o que de que ¿grifes, patrocinadores e organizadores de eventos de moda¿ se valem dos cálculos oferecidos pelas empresas de ¿clipping¿ para mensurar o retorno dos seus investimentos na chamada mídia espontânea.
Marta Barcellos dá uma pequena aula de assessoria no seu texto publicado no Valor e diz que ¿o trabalho de medição de mídia espontânea inclui a seleção e a edição de todas as reportagens, coluna e editorais que fizeram referências ao evento e às marcas, em jornais, revistas e TV. São considerados dados como números de leitores, circulação das publicações e centímetros ocupados pelas matérias, e quanto seria gasto se o espaço correspondesse a inserções publicitárias¿.
Já Eloísa Simão, da versão carioca da Fashion Week, uma das entrevistadas, complementa a aula:
- Como é original e genuíno, o Fashion Rio é notícia¿, e emenda dizendo que o evento atrai cerca de 50 jornalistas.
E ainda mais; por trás disto tudo está a carona que estas grifes pegam para internacionalizar suas pretensões. Só para constar, La Büdchen foi capa de cerca de 40 revistas internacionais.
Então quer dizer que se a Gisele desfila-se para um outro evento que não tivesse os objetivos e estratégias de mídia, R$ 90 mil seria muito dinheiro? Talvez sim, já que no viés do planejamento que hoje é bastante valorizado na Comunicação Empresarial / Institucional/ Organizacional, há a preocupação em equilibrar esta relação custo x benefício, de forma a que a frase ¿Comunicação é resultado¿ seja levado como máxima. Prova disso é a preocupação na medição e o cruzamento feito para validar a estratégia. Cabe também lembrar que as oportunidades de surgem com a freqüente utilização desde mercado de acompanhamento de mídia tem gerado a criação de empresas de clipagem altamente profissionalizadas e que utilizam quase que na sua totalidade as inovações tecnológicas. Um bom exemplo deste trabalho é o feito pela empresa Vídeo Clipping e que pode ser conferido em www.clipnaweb.com.br (ao entrar coloque login: alerj, senha: alerj para ter noção do que estou falando).
Se é notícia, emplaca - Então vamos lá: a Fashion Week é sucesso na mídia porque é notícia, e fazer boas notícias, como bem lembra o professor Pedro Celso Campos, em texto publicado no Observatório da Imprensa, em março de 2003, citando o então ombudsman da Folha de S.Paulo, Caio Túlio, entre 1989/1990, em palestras a estudantes de Jornalismo por todo o Brasil, é dever do jornalista. Túlio ensinava que para ser um bom jornalista, captando as informações corretamente e redigindo a notícia com o melhor texto, ¿é recomendável, antes de tudo, leitura, leitura e leitura, além de uma sintonia diária com o mundo, com as ruas, com os problemas do cotidiano, com o que as pessoas estão vivendo¿. Aqui deve-se abrir um parênteses e lembrar que o fato de sermos Assessores de Imprensa não nos exime da condição de jornalistas e devemos continuar mirando os procedimentos de uma boa prática do jornalismo.
Sobre a objetividade que o lead comporta, Caio Túlio ensina: ¿Objetividade jornalística é uma balela, mas aproximar-se dela é dever do profissional¿.
Na opinião do professor Nilson Lage (Estrutura da Notícia. São Paulo: Ática, 1998) ¿aprende-se a escrever notícias como se aprende a andar: tentando e levando tombos. Por isso, quem quiser ser jornalista deve ler por hábito e manter-se informado; freqüentar bons autores, a gramática e o dicionário; contar por escrito o que se vê e pode ser interessante para alguém; resumir documentos; interrogar pessoas; colher e processar informações; vencer a inibição; cuidar de ser confiável. Tudo isto até ficar bom, muito bom, perfeito¿.
E como bem acentua Cremilda Medina (Notícia, um produto à venda. São Paulo: Summus, 1988), ¿fora alguns espaços, como o da história em quadrinhos, por exemplo, onde a mensagem diversional (ou recreativa ) é diretamente vinculada com o lazer, fica muito difícil separar informação de distração no contexto da cultura de massa¿. Da citação de Medina eu tiro um exemplo para lembrar que, estar linkado com o assunto ao qual se vai falar é o mais importante. Se a Fashion Week tem La Büdchen, não dá para falar do evento sem falar dela, e não dá para falar dela sem entender esta cultura muito peculiar que é o mundo da moda para, enfim, digerir que o simbolismo presente no desfile de Gisele acaba por alimentar as necessidades de uma mídia cada vez mais fundada neste contexto de entretenimento e massa. Aí, como Assessores devemos saber utilizar os critérios específicos da comunicação a fim de aumentar a probabilidade da notícia ser publicada. Então vale alguns conselhos mais que consagrados:
1- É fundamental ter a certeza que a informação tem valor noticioso;
2- Comece com uma breve descrição da notícia;
3- Em seguida pergunte: de que forma as pessoas vão entender esta comunicação e como vão reagir a ela;
4- Tenha a certeza que as primeiras duas linhas da sua comunicação têm impacto;
5- Utilize só fatos e evite rodeios.
* Jornalista, atua como assessor de imprensa no Grupo Keppel Fels e na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. É também professor de Assessoria e Comunicação e Comunicação Empresarial na Universidade Veiga de Almeida, no Rio de Janeiro."
:: Marcio Ferreira 9:02 PM [+] ::
...
Comments:
Ricardo Kotscho confirma presença no XV ENJAC
O jornalista Ricardo Kotscho confirmou presença no XV ENJAC, que acontece no Rio de Janeiro, de 24 a 26 de setembro, com o tema ¿O mercado de Comunicação ¿ oportunidade e ameaças¿. Ele fará a palestra de abertura do evento. Encontros estaduais preparatórios ao nacional serão realizados neste final de semana no Rio Grande do Sul e em Goiás.
Dedicado às atividades profissionais e a conclusão de seu novo livro, Ricardo Kotscho de declinado de convites para participação em conferências e palestras. Excepcionalmente, porém, ele ¿abriu sua agenda¿ para a FENAJ, por sua relação militante histórica com a entidade, da qual já foi diretor.
Na abertura do XV ENJAC ele abordará o tema ¿O Jornalista em Assessoria no Serviço Público e sua Atuação em períodos de Crise¿. Com longa e premiada trajetória no jornalismo brasileiro, Ricardo Kotscho é uma referência na categoria pela postura ética e correta com que atua.
:: Marcio Ferreira 8:52 PM [+] ::
...
Comments:
IV Enjac-Rio foi um sucesso
O IV Enjac-Rio foi um sucesso. Mais de 200 jornalistas estiveram reunidos no Hotel Fazenda Caluje, em Paulo de Frontin (sul do estado) para discutir os rumos das assessorias de imprensa, trocar idéias e reencontrar os coleguinhas. Os debates, sempre lotados e quentes, abordaram o papel de cada profissional de comunicação ¿ jornalistas, publicitários e RPs no dia a dia das empresas. Também foram discutidas maneiras de se proteger contra ações judiciais em casos de danos morais e uso indevido de imagem, além de ter sido traçado um caminho das pedras para se conseguir espaço na mídia do interior e para que os jornalistas do interior consigam emplacar suas pautas nos veículos da capital.
Assessor de imprensa precisa ter experiência em redação? Quem depende mais de quem: imprensa das assessorias ou o contrário? Essa e outras questões foram levantadas durante os painéis de debate.
Fique atento a cobertura completa que será publicada no nosso site, a foto-galeria com imagens do evento e a reportagem especial na próxima edição da revista Lide.
(*Extraído do site do Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro)
:: Marcio Ferreira 8:44 PM [+] ::
...
|